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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"Então eu vou fazer isso sozinha?


Na vida sem ninguém, sigo sozinha,
na esperança de que no caminho
encontre pessoas interessantes
me ensinando coisas diferentes.


Por entre o verde vejo uma estrada
acompanhando a linha do trem
seguindo uma trilha cercada
de trilhos de ferro sem fim.

Olhando esse caminho abandonado
escuto o barulho do trem
estremecendo a terra de ninguém
e sua sombra se aproximando.


Com os olhos vagos e perdidos
imagino a frente seguir viagem
e alheio aos meus sentidos
vejo meu sonho nessa miragem.

Vem chegando e penso alto:
- Então eu vou fazer isso sozinha?
Levanto os braços dando um salto
fazendo o trem frear como louco.

Entrando no vagão a minha frente
encontro senhores sentados
todos parecem estar contentes
e me alegro de seguir com essa gente.


Aonde iremos chegar?
Não me importa o que acontecerá
nem por onde essa viagem seguirá
e quando e onde vamos parar.

Sigo o caminho da vida
nos trilhos da esperança
de grande encontros e amores
que me embalam em seus corredores.


Sigo essa linda viagem
que transforma a minha vida
ensinando que amar é importante
e que essa realidade é linda.

Rene santos


Participação da Edição Trecho de Musica

(Imagens retiradas da NET)

sábado, 7 de agosto de 2010

"Meu pai vou te amar de qualquer jeito"

Foto retirada do site Getty Images

Meu pai sempre contava uma história antes de eu me deitar. Guardo até hoje muitas delas, mas tem uma que gostava muito de contar.

A história falava de um pai que era um fazendeiro muito rico que tinha um filho que não dava valor a nada, não gostava de trabalho e nem de compromissos.
O filho gostava muito era de festas e estar com seus amigos que o paparicavam só por interesse.
O seu pai sempre o repreendia e avisava que seus amigos só andavam com ele porque tinha dinheiro e o dia que tudo acabasse o abandonariam. O que o pai falava entrava por um ouvido e saia pelo outro, não dava a mínima atenção.

O tempo foi passando e o pai, já idoso, pediu aos seus empregados que construissem um celeiro e dentro dele ele fez uma forca e colocou ao lado uma placa com os dizeres:
“ Para você nunca mais desprezar as palavras de seu pai. “
Levou o filho até o celeiro e disse:
- Meu filho, eu já estou velho e quando eu partir, você tomará conta de tudo o que é meu, e sei qual será o seu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo dinheiro com seus amigos, irá vender os animais e os bens para se sustentar, e quando não tiveres mais dinheiro e ficares sem amigos e sozinho é que darás valor ao que tanto falo. Por isso é que construir esta forca e quero que me prometa que se isso acontecer que você vai se enforcar nela.
O filho achou um absurdo, mas para não contrariar o velho prometeu e achava que isso jamais iria acontecer.

Tempos depois o pai faleceu e o filho assumiu o controle da fazenda. Como tinha sido previsto o filho gastou e vendeu tudo, perdeu os amigos, perdendo a própria dignidade e entrando em desepero começou a refletir sobre sua vida e viu o quanto havia errado e sido irresponsável.

Lembrou das palavras do pai e começou a chorar e viu que era tarde demais para voltar atrás e seguir os conselhos do pai. Olhando para o celeiro viu que a forca era a única coisa que lhe restava. Caminhou em passos lentos e ao chegar lá viu a forca e a placa e disse :
- Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegrá-lo quando estava vivo, mas pelo menos esta vez vou fazer a vontade dele, vou cumprir minha promessa.
Subiu nos degraus, colocou a corda no pescoço e disse:
- Ah! se eu tivesse uma nova chance ...
Pulou, sentiu por um instante a corda apertar sua garganta, mas a forca quebrou-se e ele caiu no chão, e sobre ele caíram jóias, esmeraldas, pérolas, diamantes.
A forca estava cheia de pedras preciosas, e um bilhete que dizia:
- Essa é a sua nova chance. Eu te Amo muito.
Assinado : Seu Pai

Essa história mostra como é infinito e grandioso o amor de um pai. Como sou feliz , pois tenho um pai que sempre esteve presente em todos os momentos de minha vida.

Como me lembro das nossa brincadeiras pelo parque em frente a nossa casa. Era só ter uma folga que papai estava lá , sempre bem disposto, a brincar comigo.
Corríamos pelos jardins do parque um tentando pegar o outro e como adorava tudo isso.  Havia uma árvore cheia de folhas e quando ventava muito e na época do outono, elas caiam e ficavam soltas pelo ar. Pronto estava aí um motivo para a gente brincar e se divertir. Papai dizia que quem conseguisse pegar mais folhas soltas no ar, ganharia um sorvete.
Claro que eu é que ganhava, mas sabia que ele fazia aquela correria toda, parecia um palhaço caindo no chão figindo que havia escorregado. Morria de rir e transbordava de alegria e felicidade.

O amor pelo meu pai é um amor incondicional, um amor verdadeiro, um amor puro.
Fiz um poema há um tempo atrás pensando nesse amor e também porque o meu filho tinha uma mania de colocar um adjetivo em tudo que olhava.
Chegava o pai de um amiguinho e ele dizia:
- Mamãe olha veja como o pai dele é gordo.
Bem esse é um dos exemplos e foi tentando corrigir isso, mostrando a beleza interior que existe em cada um de nós, que nasceu este pequeno poema que fiz em homenagem ao meu pai.

Meu pai pode ser gordo, magro ou normal
que para mim será sempre um atleta.

Meu pai pode ser feio ou bonito
que para mim será sempre um galã.

Meu pai pode ser fraco ou forte
que para mim será sempre meu herói

Meu pai pode ser branco, preto, marrom ou amarelo
que para mim será sempre meu pai.

Meu pai pode ter muitos defeitos
Que para mim só vejo suas qualidades.

Meu pai pode ser o que for
Que para mim vou amar de qualquer jeito.

Rene Santos


22a. Edição - Palavras Mil

6a. Edição in Collors - OPEP


Imagens retiradas da NET
A história narrada no texto poderá existir  desconhendo o seu criador

cores da vida Pictures, Images and Photos