sexta-feira, 30 de abril de 2010

"Noite de encantamento"



Olho o céu iluminado pelas estrelas
e a lua cheia com sua magia
encantos e amor para elas  
trará ao coração alegria.

É tão grande essa beleza
que se não fosse ela
não haveria rosto que sorrisse
e coração que não sentisse.

Como não admirar coisas tão belas
de tanto que as vivia
e num encontro à luz de velas
a paixão me  consumia.

Quantas lembranças existem

de amores passados 
corações apaixonados
a este espetáculo não resistem.

Aos beijos ardentes
como luzes cadentes
com o tempo arestas os separam
e a beleza deste brilho se apagam.

Que noite de tanto encantamento
que da leitura me tirou
e ao pensamento me levou
lembranças de um grande amor.

Rene Santos
2a. Edição - NovoTema

(Imagens retiradas da NET)

"Ao meu querido irmão"

Querido irmão,

Tantos anos já se passaram e não teve um ano que não me lembrasse de você. Como gostaria de estar junto de ti e poder acalmar esta dor que arde dentro de mim.
Como esquecer cada pedacinho que compartilhamos juntos, nossa infância e os cuidados que tivemos com sua adolescência para que conseguisses superar os osbstáculos que uma pequena arritimia o acometera.
Como um milagre lá estavas a todo vapor curtindo a vida , seus amigos, e como adorava uma festa, e como paqueravas as garotas,  e dançavas como ninguém e as músicas as sabias todas na ponta da língua.
Eras o Genio da turma e na hora de montar o som para a festa lá estavas sempre bem disposto. E,  foi num desses dias, que o som não funcionou... Porque tinhas que partir tão cedo e de forma tão dolorosa que a todos nós abalou?
Saudades de sua voz, de seu sorriso, de seu encanto, de nossas brigas ... saudades de suas histórias, de sua arte que em uma tela inacabada deixaste a marca da sua sombra.
Saudades que percorre a minha alma e acompanha a minha vida.
Fecho os olhos e começo a sonhar - quantas recordações de alegrias e tristezas transbordam em meu pensamento , meu coração se enche de amor e parece que nada aconteceu e que você está aqui ao meu lado.
Mas doce ilusão que mais do que depressa me traz de volta a realidade,  como num sopro , num vento que refresca meu rosto vejo que é tudo um simples sonho e que o nosso amor  é como o vento não posso ver mas posso sentir.
Meu saudoso irmão serás para sempre a lembrança eterna de vida que me ilumina e me acalma. 
Deixo aqui estas palavras que guardarão para sempre o eterno amor desta sua irmã. 
Rene Santos
Pauta para Bloinquês- Edição  Conto/história

sábado, 24 de abril de 2010

"PECADO DO AMOR"

Amor perfeito
Meu coração encantou
Não vendo defeito
Mais do que depressa aceitou.

Amor de conto de fadas
Fez-me sentir uma princesa
dançando todas as valsas
Tudo era alegria e beleza.

Num raio fulminante
O sonho acabou
Meu amor foi embora
Triste me deixou.

Amor cego
Cheio de paixão
Deixou no pecado
Uma alma sem razão.

Existe algo tão triste
Viver amor tão grande
Que não resiste
Ao pecado do Amor?

RSantos

(Imagem retirada da NET)

"A DOR DA TRAIÇÃO"


Acordei e meus pensamentos disparavam , era sábado, poderia dormir um pouco mais , mas o meu coração estava apertado de tanta tristeza.
Porque tinha que ter ido, com meus colegas da Faculdade, naquele “Piano Bar“ para um bate-papo o que raramente o fazia ? Porque teria que ser lá que avistaria o meu namorado nos abraços e beijos com outra?
Fiquei tão chocada que não tive ação, saí correndo para que ele não me visse e fui direto para casa. Tranquei-me no quarto caindo num choro incontrolável e sem perceber acabei adormecendo.
Namorava o Júlio há um ano e meio e formávamos um par perfeito, vivia momentos únicos de um lindo sentimento - meu primeiro e grande amor - e agora o que me restou ? Qualquer explicação que me desse seria difícil aceitar -dizer que aqueles abraços e beijos não representavam nada ? Não, eu não poderia acreditar.
Estava difícil sair da cama , esquecer tudo que passou e começar nova vida porque, logo neste sábado, é o casamento da prima dele e já estava com o vestido que alugara e ele viria me buscar para irmos juntos. Telefone tocou, dei um pulo da cama e fui atender e ao ouvir a voz dele do outro lado da linha meu coração disparou.
- Oi Paty meu amor te acordei? perguntou ele com a maior naturalidade.
- Não, já estava acordada e me aprontando para ir ao salão e estou em cima da hora – respondi friamente.
- Então nos vemos mais tarde , passo às 16 hs para te pegar OK?
- Está bom te espero , tchau – e deliguei o telefone.
Logo em seguida sai e procurei não pensar mais nesse pesadelo, deixando para colocar um ponto final em tudo antes da festa do casamento.
Estava chegando a hora dele vir me buscar, e estava pronta com um vestido branco e, no cabelo, um aplique com uma rosa também branca, cor que não contrastava com minha tristeza – melhor seria estar toda de preto digna para uma viúva que sofreu a grande dor da traição.
Julio chegou pontualmente e arregalou os olhos, me abraçou , me beijou e disse :
_ Como você está linda meu amor.
Dei um sorriso e fiz de tudo para me contyrolar porque ele estava lindo e super elegante trajando um “Black-tie” – parecia o príncipe encantado, mas antes que os sinos tocassem anunciando a meia noite este sonho teria acabado para sempre.
Seguimos para a Igreja e não conseguia mais esconder o que estava me torturando, me machucando, tinha que falar, acabar logo contudo de uma vez, não conseguia mais olhar para ele direito, e nem imaginar que me tocasse mais uma vez. Chegamos e, logo que saimos do carro, não consegui mais me controlar e comecei a chorar.
Júlio me pegou pela cintura e , muito preocupado me perguntou o que estava acontecendo o que, mais do que depressa, comecei a falar sem parar não deixando espaço para que ele desse um ai.
Ficou em silêncio sem saber o que me dizer.
Olhei para ele e disse:
- Se você me conhecesse de verdade , se você me amasse um pouquinho, não ficaria aí parado me olhando sem abrir a boca para dar uma explicação menor que fosse. Esse teu silencio já diz tudo e como fui cega em não ter percebido antes – Adeus.
Fui embora deixando ele sózinho no pátio da Igreja.
Estava meio sonza , não sabia o que fazer , para onde ir e sem sentir estava entrando em casa.
Os dias que se passaram foram um pouco difíceis para mim, mas a vida tem que continuar e assim como as estações as pessoas tem a habilidade de mudar e fui mudando, me transformando numa nova mulher, numa mulher simples por natureza, simples nos meus gestos , simples na minha feminilidade e acima de tudo cheia de amor no coração.
Rene Santos
Pauta para Bloinquês
Edição Visual e  Edição Conto/História

sexta-feira, 16 de abril de 2010

"A vida é um jogo"

Nos meus tempos de menina vivia sempre preocupada em fazer as coisas certas para não ter que ficar de castigo.
Na escola tinha que tirar boas notas para conseguir as coisas que queria. Chegava no final do mês já sabia de cor o que iriam perguntar, parecia um gravador – filha já recebeu o Boletim? Ai de mim se tivesse uma nota vermelha – passava o mês inteiro tendo que estudar aquela matéria até ficar na ponta da língua.
No meu quarto tinha sempre que manter a cama arrumada, as coisas no lugar e se deixasse uma roupa largada no meio do caminho já era motivo para uma ladainha que não tinha tamanho.
Quando saia com minhas amigas vibrava de alegria porque estava tudo bem – era a menina exemplar, boa aluna, filha maravilhosa, educada e assim iam tecendo os mais variados elogios.
Cresci seguindo esses princípios que por um lado me ajudaram, mas por outro me criaram inseguranças, barreiras tanto na época de Faculdade como também no início da minha vida profissional.
Lembro que no meu primeiro emprego tinha medo de errar e ser chamada atenção e até de ser mandada embora. Esse medo fez com que muitas vezes não conseguisse progredir e até de correr em busca de novas oportunidades.
Com o tempo fui abrindo os meus olhos, criando mais confiança nas minhas ações e vendo que a vida é um jogo e vence quem melhor der as cartas.
Quantas vezes me olhava no espelho e via aquela menina de uniforme sentada no chão do quarto, tímida, quieta e com o olhar fixo, imóvel que parecia estar passeando nas nuvens. Aquela imagem não era mais real porque nesse espelho eu me vejo agora uma mulher segura , vencedora e podendo dizer orgulhosa que “nunca deixe o medo de errar impedir que você jogue” as cartas da melhor maneira e procurando sempre acertar os passos na sua caminhada pela vida.

Pauta para Bloinquês - Edição Conto/História -
Tema “Nunca deixe o medo de errar impedir que você jogue
Rene Santos
  

"Meu primeiro e triste amor"


Cursava o último ano do segundo grau num Colégio Estadual perto de casa onde ia a pé todos os dias e, quase sempre, na volta, me encontrava com um rapaz que morava num prédio em frente ao meu. Com o passar do tempo ficamos amigos , passamos a sair juntos, ir ao cinema e assim nasceu o nosso amor - o meu primeiro namorado – meu primeiro amor. Tudo era lindo, não passava um minuto sem pensar nele, sem falar dele, minha vida era um conto de fadas.
Seus pais eram separados e ele morava com o pai que trabalhava o dia inteiro deixando ele sozinho a maior parte do tempo. Isso lhe permitia uma liberdade que muitos rapazes na idade dele, 17 anos, não desfrutavam e tinha uma turma de amigos que muitos eu nem conhecia.
Continuamos namorando, nosso relacionamento foi amadurecendo, meus pais gostavam muito dele e já freqüentava a minha casa na maior intimidade.
Um belo dia a minha mãe , com uma cara de poucos amigos, disse que precisava falar muito sério comigo – fiquei logo preocupada com o que vinha por aí. Fomos para o quarto e lá ela me contou que o zelador do prédio havia informado que o meu namorado, várias vezes, depois que saía lá de casa, retornava com um ou dois amigos e isso chamou atenção dele que, investigando, descobriu que iam para o andar onde era meu apartamento e ficavam usando drogas no corredor. Essa notícia foi como uma explosão dentro de mim... não podia acreditar no que estava ouvindo... não era verdade aquilo ... não podia acreditar ... ele havia me dito que já não usava drogas e agora recebo essa notícia!
Meus pais foram enérgicos proibindo o nosso namoro o que não aceitei, achava que podia ajudá-lo a sair dessa. Mamãe havia me contado que isso era ilusão porque ela e papai foram conversar com o pai dele que bem secamente disse: - “Meu filho é um caso perdido”.
Dando às costas para tudo isso, achando tudo possível, lindo o nosso amor, namorei por algum tempo às escondidas e, tristemente, fui vendo que o vício que o consumia era mais forte e destruidor que o “meu amor” e isso foi me partindo em pedacinhos e não tinha mais vontade para nada.
Meus pais preocupados faziam de tudo para me reanimar, me agradar, mas a tristeza e a dor me consumiam.
Chegaram as férias escolares e fomos para a nossa casa de praia e lá até conseguia, por alguns momentos, relaxar com a beleza do lugar – o mar, o por do sol, o jardim da casa, que era meu refúgio. Foi nesse jardim entre os arbustos que a minha mãe me encontrou sentada no chão chorando. Ela me estendeu a mão me levantando e disse que eu deveria acordar para a vida, que era muito jovem e teria muito ainda o que viver, muitos amores ainda por vir, e que isso era só o começo da minha vida e que eu estava deixando de ser aquela menininha e se tornando uma mulher.
Essa foi a história do “Meu primeiro e triste amor” mas que , apesar de tudo, valeu como um aprendizado onde passei a olhar a vida de outra forma e isso só me engrandeceu como ser humano.

EDIÇÃO VISUAL  -Bloinquês 
Rene Santos

terça-feira, 6 de abril de 2010

"BORBOLETAS"

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

"Mario Quintana"