sexta-feira, 28 de maio de 2010

"Enxergando a vida através de uma canção"

Simplesmente a minha vida está um inferno e estou péssima, é como eu me sinto. O que importa eu ter concluído a minha faculdade de administração e de ter sido efetivada na empresa que estava estagiando. Não é motivo para eu estar comemorando? Chego aos meus 23 anos com uma profissão, um bom emprego e uma vida tão infeliz.
Porque tudo na vida não pode ser só vitórias? Pergunto-me se eu merecia passar pela tristeza de ver meus pais brigando quase todos os dias. Vejo minha mãe chorando pelos cantos da casa , reclamando de tudo e meu pai tem dias que nem aparece em casa.
Esta manhã a briga foi feia e sei que o final é inevitável – vão se separar – e eu é que não aguento mais ficar nesta casa. Já tomei a minha decisão e vou procurar um lugar para morar e viver a minha vida longe desse caos.
Para refletir melhor fui fazer a minha caminhada matinal em volta da lagoa e, depois de um tempo, comecei a sentir uma fraqueza. Parei e fui descansar um pouco e normalmente o fazia sentando a beira da orla - como gostava de ver a paisagem – como me tranquilizava e me aliviava a tensão.
Absorta em meus pensamentos começo a ouvir uma voz cantando uma canção de amor e vejo, mais a frente, um rapaz que além te cantar também tocava suavemente o seu violão. Fiquei ali olhando aquele belo rapaz entregue a sua música e como parecia feliz e talvez apaixonado, porque suas canções demonstravam o amor que estava em seu coração.
Comecei a fazer uma revisão de tudo que havia planejado para minha vida, ir morar sózinha, deixar para trás todos os aborrecimentos, mas estaria deixando também o mais importante que era o amor que tinha pelos meus pais. Como poderia ter conquistado o que tinha hoje se não fosse através deles? Estava sendo injusta com eles e comigo mesma.
Eu não quero me mudar daqui , não é justo no momento que eles mas precisam de mim que eu os abandone. Talvez não seja o momento, é melhor repensar, refazer meus planos .
Foi assim que despertei para uma nova consciência, um novo amadurecimento que mesmo que estejamos rodeados de tanta tristeza no coração ainda podemos enxergar a beleza que é a vida.
O rapaz ainda continuava lá tocando o seu violão e cantando o que o seu coração mandava e se mantinha como se ninguém mais existisse a sua volta. Pra mim foi um anjinho da guarda que o colocou na minha frente , junto a essa natureza que me acompanhava diáriamente , mostrando que “quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.”

Rene Santos
17a. Edição Conto/História
18a. Edição Visual

4a. Ediçao - Projeto OAPSS

(Imagens retiradas da Net)

"A vida é uma caixa de surpresas"

 Eu estava no fundo do poço, estava  em  estado de choque  pelos acontecimentos que ocorreram, nestes últimos dias. Precisava  organizar meus pensamentos e acalmar meu coração para tomar um rumo na vida .
Foram tantas juras de amor, tantas promessas, tantos planos - um noivado que durou 6 anos - juntos compramos um apartamento, um enxoval quase completo , montamos nosso lar – sonhamos com nosso casamento, nossa lua de mel, nossa vida a dois com nossos filhos e agora isso tudo não existia mais.
O que aconteceu para que esse sentimento tão bonito tivesse um final tão seco, tão sem explicação. Ainda escuto ao longe a voz dele dizendo:
- Não vai haver mais casamento, pensei muito em tudo que vem acontecendo, nas inseguranças com a minha vida profissional e não estou preparado para assumir esse compromisso, falou friamente olhando para mim sem nem piscar os olhos.
Ainda perguntei sobre o nosso amor e ele simplesmente me respondeu:
_ O nosso amor foi tudo uma ilusão, o sentimento que tenho por você é de ternura, de amizade. A vida se encarrega de mudar o nosso caminho e assim partimos para uma nova vida , um novo desafio.
Não podia acreditar no que estava ouvindo, parecia um pesadelo ver o meu sonho de amor desmoronar. Como ele foi tão frio que ainda disse que precisava conversar comigo para acertar alguns detalhes e eu , transtornada , simplesmente respondi:
- Está certo, o que você quer de mim, me levar a loucura, já não basta o sofrimento que isso tudo está me causando?
Estava na casa dele, quando isso tudo aconteceu, e me disse que tínhamos que acertar sobre o apartamento e de tudo que havíamos comprado juntos e estava tão confusa que preferi não questionar, mas uma pergunta estava engasgada na garganta –Para você esta seria a maneira rápida de terminar as coisas, não é?
Como ele estava sendo tão calculista, tão sem coração e não queria nem saber que motivos o levaram a tomar tal decisão, estava cheia de tristeza , de raiva no meu coração que não tinha mais espaço para esse amor - era uma página virada na minha vida.
Algo me diz que devo ir embora e com os olhos cheios de lágrimas peguei minha bolsa e sai correndo.
Sabia que o tempo se encarregaria de curar as minhas mágoas, as minhas feridas e que outros sonhos viriam. A vida é uma caixa de surpresas e nos mostra outros caminhos que nos fazem renascer com mais força , com mais experiência e, esta triste história de um noivado, mais tarde, não passaria de uma simples lembrança do passado.

Rene Santos
18a. Edição  Musical - Tema "Algo me diz para eu ir embora"
Projeto Bloínquês

(Imagens retiradas da NET)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

"DOMINGO DE ANGÚSTIA E EM FAMÍLIA"

Todos os domingos o meu marido ia até a praia para jogar volei com os amigos e sempre retornava por volta das três horas da tarde.
Sempre teve essa paixão por volei e no domingo esse compromisso era sagrado fizesse sol ou chuva lá estava ele com seu boné, sua sunga , sua camiseta e um saquinho levando os documentos e a chave de casa e do carro.
Algumas vezes o acompanhava levando nosso filho de quatro aninhos - adorava ficar na beira d’água brincando e  ver o pai jogando.
Num destes domingos comecei a me preocupar, pois já estava escurecendo e ele ainda não tinha voltado da praia. Fiquei na janela olhando para ver se ele aparecia e nada, estava ficando angustiada e não tinha como me comunicar com ele – nunca foi de levar o celular por mais que eu insistisse – dizia que só atrapalhava e que acabaria perdendo.
E a hora ia passando e nada dele aparecer. Fiquei na frente da janela por algum tempo vendo a chuva cair e procurando não pensar coisa ruim.
A preocupação foi aumentando e fui ligando para a família e alguns amigos mais próximos para saber o que deveria fazer - a única coisa no momento era ter paciência e esperar.
Estava na cozinha preparando um lanche para o nosso filho quando o telefone tocou, sai correndo para atender e que alívio senti ao ouvir sua voz do outro lado da linha.
- Amor estou bem, mas aconteceu um problema e vou precisar de ajuda – disse ele com a voz meio rouca que me deixou tensa.
- O que aconteceu com você me conte logo que estou aqui aflita esperando que chegue e sem saber o que está acontecendo.
- Estou bem – disse ele – e quero que você me escute com calma e atentamente.
Quando estava voltando eu atropelei um homem que atravessou a rua correndo e se jogou na frente do carro. Ele acabou falecendo aqui no Hospital – falou com a voz embargada e até parou de falar - preciso que você fale com seu irmão , com quem for para vim até aqui - estou saindo do Hospital e indo para a Delegacia para fazer a ocorrencia e preciso de ajuda.
Escutar tudo isso e sentir o quanto estava sofrendo de angústia, tristeza, pois conhecia muito bem meu marido e sabia que ele estava sem condições emocionais de responder sózinho ao que fosse necessário. Disse que ficasse calmo e que logo, logo estaria meu irmão, nossos amigos para ajudarem no que fosse preciso.
Depois de desligar corri para ligar para o meu irmão, meu cunhado que imediatamente seguiram para ir ao seu encontro .
Tendo que ficar em casa com o meu pequenino, que não entendia o que estava acontecendo, mas queria o papai e expliquei que ele estava consertando o carro para poder vir para casa. Estava já na hora dele dormir e depois de arrumá-lo o  coloquei em sua caminha.
As horas foram passando e fiquei plantada na frente da janela esperando que chegassem com meu marido são e salvo.
Escutei um barulho de carro e que felicidade em vê-los chegando e já entrando no prédio. Corri para abrir a porta e recebê-los e que alegria em poder abraçar o meu marido e ver que estava tudo bem.
Estávamos conversando na sala quando o telefone toca e, para nossa surpresa, era o meu cunhado avisando que tinha acabado de chegar - estava na Rodoviária esperando retirarem as malas do bagageiro – e mais um pouco estaria chegando lá em casa.
Ele morava em Juiz de Fora, há umas duas horas daqui, e depois que soube do que tinha acontecido com o irmão, resolveu vim para apoiá-lo e iria ficar uns quinze dias para ter certeza de que tudo estaria bem.
O domingo foi de angústia, mas o importante é que tudo tinha terminado bem graças a Deus e a maravilhosa família que tínhamos.
Uma família composta não só pelos parentes de sangue, composta também de bons amigos que construimos ao longo da vida e que tivemos a felicidade de poder escolher.
Depois de tudo que aconteceu conosco neste domingo tiramos como lição de vida e de amor que “ o importante não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.”

Rene Santos
Pauta para Bloinquês
17a. Edição Visual e 16a. Edição Conto/ História


(Imagens retiradas da NET)

"O SONHO ACABOU"


Ainda chocada pelos acontecimentos que ocorreram, nestes últimos dias, tento organizar meus pensamentos e acalmar meu coração.
Foram tantas juras de amor, tantas promessas, tantos planos - um noivado que durou 6 anos -  juntos compramos um apartamento, um enxoval quase completo , montamos nosso lar – sonhamos com nosso casamento, nossa lua de mel, nossa vida a dois com nossos filhos e agora isso tudo não existia mais.
O que aconteceu para que esse sentimento tão bonito tivesse um final tão seco, tão sem explicação. Ainda escuto ao longe a voz dele dizendo:
- Não vai haver mais casamento, pensei muito em tudo que vem acontecendo, nas inseguranças com a minha vida profissional e não estou preparado para assumir esse compromisso, falou friamente olhando para mim sem nem piscar os olhos.
Ainda perguntei sobre o nosso amor e ele simplesmente me respondeu:
_ O nosso amor foi tudo uma ilusão, o sentimento que tenho por você é de ternura, de amizade. A vida se encarrega de mudar o nosso caminho e assim partimos para uma nova vida , um novo desafio.
Não podia acreditar no que estava ouvindo, parecia um pesadelo ver o meu sonho de amor desmoronar. Como ele foi tão calculista que ainda disse que precisava conversar comigo para acertar alguns detalhes e eu , transtornada , simplesmente respondi:
- “Está certo, o que você quer de mim”, me levar a loucura, já não basta o sofrimento que isso tudo está me causando?
Estava no apartamento dele, quando isso tudo aconteceu, e somente informou que tínhamos que acertar sobre o apartamento, sobre tudo que havíamos comprado juntos e fiquei sem palavras. Como ele estava sendo tão calculista, tão sem coração e não queria nem saber que motivos o levaram a tomar tal decisão, estava cheia de tristeza , de raiva no meu coração que não tinha mais espaço para esse amor - era uma página virada na minha vida. Com os olhos cheios de lágrimas peguei minha bolsa e sai correndo.
Sabia que o tempo se encarregaria de curar as minhas mágoas, as minhas feridas e que o sonho acabou , mas a minha vida não e novos sonhos iriam nascer com mais força , com mais experiência e mais tarde isso tudo não passaria de uma simples lembrança do passado.

Rene Santos
17a. Edição Musical - Bloinquês
(Imagens retiradas da NET)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

"PULSEIRAS COLORIDAS & PULSEIRAS DE SEXO"


# A FAVOR
Essas “ pulseiras do sexo “ viraram moda entre os adolescentes e com as notícias, que vem assolando a mídia, de garotas que sofrem abuso sexual, são estupradas onde a polícia cita como motivo o fato de que elas usavam as pulseiras coloridas adornando seus braços. Isso criou um caos e gerou uma preocupação entre muitas escolas e familiares.
Os pais tomaram conhecimento sobre a forma como as pulseiras são usadas - sendo uma forma , tipo um jogo, que as meninas utilizam as pulseiras de cores diferentes, havendo um significado para cada uma. Os meninos devem conseguir arrebentar uma ou várias pulseiras para receberem os carinhos correspondentes as cores.
* amarela — abraço; * rosa — mostrar o seio; *roxa — beijo de língua; * vermelha — dança erótica; * verde — sexo oral a ser praticado pelo rapaz; * branca — a menina escolhe o que quiser; * azul — menina faz sexo oral; *preto — relação sexual.

Lendo sobre a opinião de psicólogos dedicados a adolescência e a área educacional eles pautam que –“ A princípio, poderia parecer uma brincadeira ingênua, normal e saudável para essa época de descoberta da sexualidade. Mas o que vem preocupando pais e educadores são as carícias envolvidas, a banalização da sexualidade e o uso das pulseiras por crianças a partir de dez anos de idade. Por isso, muitas escolas vêm proibindo o uso dos adornos.”
Minha opinião é a favor, para os jovens dentro da idade permitida, e com discernimento suficiente para saber se defender e fazer suas escolhas dentro dos princípios de educação que recebeu de seus pais e a orientação educacional. Lembro que na minha época de adolescente tínhamos brincadeiras de pera, uva , maçã, salada de fruta e lá íamos para as escadas do prédios para brincar, ou no recreio da escola e tinha lá o seu peso em relação ao significado que cada fruta tinha – claro que era outro tempo – mas era uma brincadeira de adolescente e faz parte da fase de todos nós.

Proibir não vai melhorar em nada , só vai criar mais alarde num tema que deve ser tratado naturalmente.

Os jovens precisam fazer suas descobertas, conhecer a si próprio, ao seu corpo , conhecer o sexo oposto enfim se relacionar , deixar correr seus sentimentos e sua sexualidade. Seguindo ainda a orientação de psicólogos isso tudo deve ser acompanhado com consciência e responsabilidade pois não se pode vincular o afeto a necessidade de usar pulseiras coloridas.
Como mãe cabe ensinar aos meu filhos que o corpo, o sexo, o relacionamento interpessoal, devem ser levados com cuidado, com responsabilidade, com carinho.

Os jogos sexuais dos adolescentes de hoje tem que conscientizar aos pais, aos professores a necessidade de analisar com mais atenção como os jovens estão vivendo com a sexualidade numa época onde o mundo mostra formas de estímulos sexuais pervertidas e isso está visível abertamente nos meios de comunicação e mais ainda na Internet , na música , nos filme e no cotidiano onde se vê relacionamentos amorosos de todos os tipos.
Rene Santos
 
2a. Edição @Tribunal How Deal -
Tema : Pulseira do sexo chegou ao extremo?
(Imagens e pesquisa retiradas da NET)

sábado, 15 de maio de 2010

" A BAILARINA"

Mary era uma criança alegre, saudável até os quatro anos e depois começou a ter os primeiros sintomas da doença, a mãe não conseguia perceber a sua origem. “Tinha dores de cabeça e de barriga frequentes, e começaram a aparecer hematomas em todo o corpo, sem explicação”, conta a mãe, lamentando que teve que se deslocar a vários especialistas até que dessem o diagnóstico certo de que estava com leucemia.
Isso tudo gerou uma mudança radical na vida de todos que estavam ao redor de Mary. Sua mãe, Nina, juntou toda a sua força e se apoiou nos médicos que transmitiam esperança, ao afirmar que havia tratamento para a doença”.
Durante dois anos passou por intensos tratamentos além da Quimioterapia a qual ela reagiu muito bem. Depois ela apenas tinha de fazer visitas de controle de dois em dois meses.
Mary voltou a ter uma vida completamente normal e fez muitos amiguinhos no Condomínio onde morava, na escolinha , e andava sempre com um gorro ou um chapéu para não mostrar que estava sem cabelo. Já estava com sete anos e não via a hora de poder fazer um rabo de cavalo, ser igual a outras meninas e poder ter aulas de ballet – o seu sonho era ser uma grande bailarina.
Sabendo dessa sua vontade de aprender ballet foi quando sua mãe foi a uma Escola de dança onde sou professora e dou aulas para crianças com problemas diversos e ficamos amigas.
Mary se encantou com as aulas e eu mais ainda – ela era uma aluna exemplar e como era leve e dançava divinamente. Como ficava orgulhosa de seu desempenho. Mary sempre ia com uma toquinha cobrindo a cabeça e a roupinha de ballet da escola. Estava chegando ao final do ano e haveria um espetáculo de dança das alunas onde todos os pais estariam presentes. Os ensaios  começariam e eu tinha escolhido a Mary para fazer um papel solo e fiquei receosa de ela não querer se mostrar, pois estava sempre se escondendo.
Fui fazer uma visita a sua mãe comentei sobre o espetáculo e que gostaria muito da Mary no papel solo. Nina ficou toda contente e me levou ao seu quarto e logo que a porta se abriu ela correu e tapou o rostinho.
Fui chegando perto de Mary e “foi quando ela se escondeu, porque estava sem cabelo, e eu disse que não a amo somente físicamente e sim espiritualmente, pois não amamos um corpo e sim uma alma” e vim aqui para te trazer um presente e te fazer um convite.
Mary levantou os olhinhos na direção do pacote e ficou ali esperando que eu o entregasse. Assim que o pegou e abriu e viu que era uma roupa de bailarina completa com as sapatilhas pulou de felicidade. Correu para mim me beijou, me abraçou e fui logo contando sobre o espetáculo e que ela iria dançar com a nova roupa.
Chegou o dia do espetáculo e Mary , como sempre, havia se saído bem nos ensaios e no espetáculo foi maravilhosa apesar de ter notado um pouco de cansaço no final de sua apresentação, mas os aplausos e a alegria que sentia alteraram rápidamente o seu estado de espírito. Como amava dançar e agora já não ligava muito para os poucos cabelos e estava mais à vontade quando se encontrava em grupo.
A vida transcorria normalmente , mas numa das consultas de rotina, com a família recém-chegada das férias, os médicos sentiram necessidade de fazer vários exames e perceberam que a doença ainda estava presente no corpo da menina e que tinham que começar o tratamento todo novamente.
Para Mary essa recaída foi mais difícil de ela aceitar porque não apresentava sintomas e não via porque tivesse que fazer aquele tratamento novamente.
Agora com 12 anos, Mary vai precisar de um transplante de medula para ficar curada definitivamente. Vai precisar de um doador , mas todos os familiares já estavam fazendo os testes e já haviam diversos resultados positivos para Mary poder fazer o transplante – era tudo questão de paciência e tempo e logo, logo ela estaria feliz fazendo suas piruetas .
Mary frequentava a escola e como raramente podia comparecer às aulas as suas colegas traziam os apontamentos para que estudasse e não perdesse o ano. Muito comunicativa e querida por todos Mary fez muitas amizades com meninos que sofrem da mesma doença e continua adorando dançar e diz que quando crescer vai ser uma grande bailarina.

Rene Santos
15a. Edição Conto /História
A Edição já está fechada - Escrevi esta história e postei em prol do objetivo do tema
 " créditos dessa frase vai para um menininho que tem câncer, mas apesar disso não deixou de amar: Gabriel 9 anos para Giovanna 7 anos. (Instituto do Câncer)"


*Imagens retiradas do Flickr e da NET
"pesquisas do tema na NET

"Meu primeiro encontro"

Estou tão nervosa com esse meu primeiro encontro que não sei em que posição devo ficar. Arrumo o vestido, acerto o chapéu e ele não chega. Será que virá ? Será que realmente ele existe? Que aventura é essa - marcar encontro com alguém que nunca vi - que só conversamos pela Internet, realmente devo estar louca das idéias.
Olho para todos os lados do Parque e não vejo ninguém chegando e começo a ficar com medo. Leio tanta notícia de encontros pela Internet que acabam em desaparecimento , em morte ... aí meu Deus eu já estou cheia de aventuras na minha vida e ainda fui arranjar essa - não devia ter feito isso , mas como posso estar pensando assim se há mais de um ano que conversamos pelo msn.
Nos conhecemos numa sala de batepapo e trocamos nosso msn e passamos a nos falar . Ele é analista e trabalha fora e moramos na mesma cidade. Como ainda não trabalho e só estou cursando a Faculdade de Direito tenho mais tempo livre.
Continuamos a conversar e com o tempo foi se tornando sério, parecia que já nos conhecíamos pessoalmente. 
Protelamos algum tempo o nosso encontro e agora estou aqui, com a cara e a a coragem esperando para conhecer o meu namorado.
Escolhi este parque perto da minha casa e parece loucura  ir encontrar com alguem que você nunca viu, que  só falava pela internet, mas quando tem que ser, Deus nos mostra o caminho.
De repente sinto uma mão no meu ombro e dou um pulo ... era ele daquele jeitinho que via na telinha - rapaz bonito, cheiroso - meu coração começou a disparar e fiquei muda não sabendo por onde começar a falar.
Acabou que ficamos mais à vontade e começamos a conversar e foi muito lindo o nosso encontro. Ficamos ali por algum tempo , passeamos de mãos dadas e conversamos bastante sobre várias assuntos.
Quando já estava escurecendo fomos embora e ele me acompanhou até a porta de casa e foi lá que ele me abraçou carinhosamente e nossos lábios se uniram num longo e apaixonado beijo. 
Rene Santos


Pauta 3a, Edição OAPSS


(Imagem retirada da NET)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

" Um novo amanhã "

Isabela acabara de mudar para um novo apartamento e tudo estava ainda muito confuso em sua cabeça. Tantas coisas haviam acontecido em tão pouco tempo desde a morte repentina de seu pai, deixando um vazio em sua vida. A família teve que reduzir as despesas, pois não tinha condições financeiras de manter o mesmo padrão em que viviam.
Assim ela teve que sair do bairro aonde nascera para outro onde tudo era muito diferente, desde as pessoas que transitavam pela rua até aos vários prédios que as cercavam com seus andares altos.
Apesar de tudo ser tão estranho nesse novo mundo, a Isabela tentou começar a arrumar as suas coisas. Após um tempo sentiu-se sufocada e foi até a sacada do quarto para respirar um pouco de ar puro e clarear suas idéias.
Começou a observar o céu nublado mostrando o início do entardecer, os carros enchendo o trânsito, as crianças voltando do colégio e cercando o carro de pipoca que exalava um cheiro gostoso que chegava até o seu nariz. Essa alegria aliviou um pouco a sua tensão e já estava se acomodando a nova situação. Olhando mais a frente avistou um senhor puxando um carrinho cheio de caixas de papelão que seguia bem devagar, passo a passo, a sua estrada não se importando quanto tempo levasse.
Quanta coragem e determinação mostrara esta cena para ela. Parecia que tudo que ocorrera nos últimos dias era o fim do mundo, mas agora deslumbrava um novo horizonte, se enchia de força e energia para iniciar uma nova vida.
Observando isso tudo seus olhos começaram a brilhar novamente e seu coração a se encher de esperanças de um novo amanhã.
Rene Santos
 
Pauta Bloinquês - EDIÇÃO VISUAL

(Imagem retirada da NET)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

"Ponte da Vida"


 Aconteceu em novembro, ainda me lembro como se fosse hoje, tinha 18 anos e sonhava em ser uma modelo. Vivia sempre achando que estava gorda e ficava praticamente sem comer, passava o dia com um suco pela manhã , umas bolachas no almoço e o resto do dia, quando dava fome, bebia água . Com uma altura de 1,75 pesava 49 quilos e mesmo comendo pouco , fazendo exercícios, me olhava no espelho e me via com aquelas gorduras indesejáveis, com aquela barriguinha saliente apesar de ter perdido peso.
Sentia que não estava bem e precisava conversar com alguém, mas quem? Falar com minha mãe era quase impossível, pois trabalhava com eventos e viajava muito. Quando estava em casa nunca achava o momento certo para tocar no assunto e, algumas vezes, interrompia o que estava fazendo e dizia rápidamente:
- Filha você tem que parar com essa mania de fazer dieta, achar que está gorda, tem que se alimentar melhor, pois estou te achando abatida.
Poderia até aproveitar nessa hora para conversar, mas ela rapidamente já passava para outro assunto e lá ficava eu com os meus pensamentos e me sentindo um trapo.
Certo dia estava fazendo uma pesquisa na Internet para um trabalho de História e encontrei um depoimento de uma jovem contando sobre a distorção da auto imagem.
Ela explicava que se via ao espelho, com barriga, gordura localizada e que isso não era exatamente a realidade. Ela não era gorda e nem tinha barriga , mas já havia perdido mais de 12 quilos – era uma tábua de magra, mas sempre se enxergava gorda. Esta distorção era o princípio de todo distúrbio alimentar onde surgem os problemas de bulimia e anorexia. Tendo todo o acompanhamento médico para conseguir superar esses transtornos, ainda assim, levou um tempo tendo o distúrbio da imagem, comprando roupas tamanho G, sendo manequim 40 , porque achava que as menores não iriam servir. Depois tinha que apertar as roupas porque nem experimentava, quando comprava, por vergonha. O que muito me impressionou foi que ela levou alguns anos para conseguir melhorar e precisou da ajuda  de tratamento com psicólogo.
Fiquei perplexa com tudo que acabara de ler e vi que eu estava entrando nessa. Parei na frente do espelho, olhei bem para os meus olhos e disse para mim mesmo:
- Garota não perca sua juventude e sua saúde, se continuar aqui parada sem fazer nada por você vai sofrer as consequências.
Como me sentia aliviada e agradecida a Deus, ao meu anjo da guarda, por estarem me mostrando o caminho. Essa minha mania de eu achar que estava gorda já era um  sinal e agora eu tinha que procurar um médico, me tratar, me alimentar melhor.
Consegui me enxergar, me aceitar como sou, desenvolvi a auto estima, melhorei a minha saúde, renasci para a vida. Claro que isso foi gradativamente e posso dizer que levei alguns anos para me sentir totalmente curada.
Aquele sonho de ser modelo adormeceu, mas tinha paixão por esta profissão, estava sempre atualizada  sobre o mercado e foi assim que resolvi fazer a Faculdade de Moda. Queria entrar forte nesse mercado , sentir de perto esse mundo Fashion e poder ajudar a muitas jovens modelos a seguirem sua carreira preservando a saúde , tendo uma vida com qualidade e sucesso profissional.
Hoje, aos 23 anos, realizo o sonho de completar meus estudos em Paris. Passeio num lindo jardim transbordando de felicidade e dou inicio ao desfile pela ponte da vida deslumbrada com a beleza da natureza que brilha nos meus olhos.
Rene Santos


 Pauta Bloinquês = Eição Musical
(imagens e pesquisas de conteúdo retiradas da NET)

domingo, 9 de maio de 2010

"Amor a Longa Distância"

Sou jornalista  e trabalho, como colunista, numa revista produzindo textos semanais para a seção de atualidades. Passo a semana numa correria e sempre estou ligada na telinha do computador, seja para digitar uma matéria, como para coletar mais informações, estar sempre com material de assuntos do momento , bem diferentes e de interesse do leitor.
Este ano resolvi dar prioridades em fazer alguns cursos para crescer profissionalmente . Durante a semana , no período da noite, estou fazendo  MBA em Marketing  e aos sábados concluindo o curso de inglês.
Como sempre estou ligada ao mundo virtual e faço várias amizades e foi onde descobriu um outro mundo onde não existe o toque, o cheiro , mas transborda em emoções que me fez sentir a vida num mundo real.
Foi numa dessas amizades que conheci o Igor por quem nutri um carinho especial e, por muito tempo, desfrutamos de um encanto, uma magia até que num belo dia nos conhecemos, nos apaixonamos. Sempre que tem um feriado ou uma folga,e principalmente nas nossas férias, procuramos estar juntos. Cada um tem a sua vida , seu trabalho, suas aspirações e, por maior que seja esse amor ainda não é possível que tomemos decisões precipitadas, então vivemos um amor à longa distância, um amor através da telinha.
Como não tenho muita folga para falar com Igor aproveito sempre o intervalo do curso para matar as saudades. Normalmente frequento um barzinho que fica em frente ao curso e tem umas mesinhas ao ar livre. Sempre acompanhada de meu computador, sento em uma das mesas, me conecto pelo celular, e tenho a felicidade por poucos minutos, de conversar com meu amor e fazer um lanchinho rápido.
Esse amor, essa troca de palavras, de elogios, de confidências, de promessas, de planos para o futuro é uma necessidadae real e é isso que nos enche de energia para almejemos novas conquistas e um crescimento profissional, pois só assim poderemos ficar juntos para sempre.
A vida prepara várias armadilhas tendo sempre um ponto de interrogação na nossa frente e, saber as respostas , saber qual o melhor caminho , estar em saber conviver com nossas escolhas. Nós traçamos a nossa própria sorte e construimos o nosso destino. Continuaremos firmes e fortes em manter vivo esses momentos, esse sentimento e superar todos os osbstáculos, lutando para que os nossos sonhos se tornem realidade , e que esse amor , essa força real ultrapasse as linhas do mundo virtual.

Rene Santos

3a. Edição -  Tema Experiências Virtuais

(Imagens retiradas da Net)

sábado, 8 de maio de 2010

"O livro da minha vida"

Estava um dia lindo e fui até a varanda do meu apartamento respirar um ar puro e admirar a paisagem.
Em frente havia uma pracinha com um lindo  jardim, cheio de flores que pareciam sorrir para mim e, para completar essa beleza, chegava aos nossos ouvidos o canto dos pássaros.
Quem poderia resistir a este encanto, onde as mães levavam seus filhos para brincar. Fiquei ali alguns momentos vendo suas brincadeiras, suas travessuras e de repente, avistei um carrinho de criança vazio, e ao lado em uma das mesinhas que havia na pracinha, uma jovem mãe com seu bebê no colo e concentrada em seus estudos.
Essa imagem foi como se estivesse abrindo o livro da minha vida, me transportando aos meus dezoito anos, quando já era mãe, e tive que lutar para concluir meus estudos e ao mesmo tempo cuidar dos filhos e  dos afazeres do lar.
Quantas manhãs como estas aproveitava para estudar . Era só ter um momento vago e lá estava de cara no livro  e foi assim que terminei o normal e me formei em professora.
Lecionava no mesmo colégio que meus filhos estudavam e com isso ajudava no orçamento da casa. Consegui  mais tarde passar num concurso público e passei também a ser professora do Estado.  
Graças a isso pude oferecer uma boa educaçao a eles que hoje estão todos bem colocados na vida,  casados e me enchem de alegrias com os meus  lindos netos.   
Volto a realidade e vejo que a mamãe e seu bebê já foram embora e como me sinto realizada em ver que o amor de mãe não muda , continua o mesmo,  não importando em que época o  estejamos vivendo.
Rene Santos

9a. EDIÇÃO - Palavras Mil

(Imagem retirada do flickr)

"CÉU"


Foto tirada do quarto do Hotel Porto Bello Resort & Safari em Angra dos Reis - RJ
em 4 de fevereiro de 2010
Rene Santos

5a. Edição Fotográfica _ Tema Céu

sexta-feira, 7 de maio de 2010

"A força do amor e do destino na telinha"

Vitória é publicitária e trabalha, como colunista, numa revista produzindo textos semanais para a seção de atualidades. A sua semana é muito corrida e está sempre ligada na telinha do computador, seja para digitar uma matéria, como para coletar mais informações, estar sempre com material de assuntos do momento, bem diferentes e de interesse do leitor.


Este ano resolveu dar prioridades em fazer alguns cursos para crescer na sua profissão.  Durante a semana , no período da noite, ela está fazendo um curso de Design gráfico e aos sábados está concluindo o curso de inglês.

Como sempre está ligada ao mundo virtual e fez várias amizades e foi onde descobriu um outro mundo onde não existe o toque, o cheiro , mas transborda em emoções que a fez sentir a vida num mundo real.

Foi numa dessas amizades que surgiu João por quem nutriu um carinho especial e, por muito tempo, desfrutaram de um encanto, uma magia até que num belo dia se conheceram , se apaixonaram. Procuravam , sempre que havia um feriado ou uma folga, estarem juntos. Cada um tinha sua vida , seu trabalho, suas aspirações e, por mais que quisessem, ainda não era possível que tomassem decisões precipitadas, então viviam um amor à longa distância, um amor através da telinha.

Vitória não tinha muita folga para falar com João e aproveitava sempre o intervalo do curso para matar as saudades. Um dia ela entrou num bar com seus longos cabelos ruivos e encaracolados que fazia com que todos voltassem os olhos para admirar a sua beleza. Esse bar ficava em frente ao curso e tinha umas mesinhas ao ar livre que fez de Vitória uma frequentadora assídua.

Acompanhada de seu computador sentava em uma das mesas se conectava pelo celular e podia ter a felicidade, por poucos minutos, de conversar com seu amor e fazer um lanchinho rápido.

Esse amor, essa troca de palavras, de elogios, de confidências, de promessas, de planos para o futuro era uma necessidade real e era isso que enchia eles de energia para almejarem novas conquistas e crescerem profissionalmente, pois só assim poderiam ficar juntos para sempre.

A vida prepara várias armadilhas e tendo sempre um ponto de interrogação na nossa frente e saber as respostas , saber qual o melhor caminho , estava em saber conviver com suas escolhas. Nós fazemos nossa própria sorte, e então chamamos de destino e essa insistência deles em manter vivo esses momentos, esse sentimento e superar todos os obstáculos, lutando para que o seus sonhos se tornassem realidade, era uma força real que ultrapassava as linhas do mundo virtual.
Rene Santos
 
pauta para o projeto  Bloinquês -  - Edição Musical 
- Edição Conto/história

 
(imagens retiradas da NET)

sábado, 1 de maio de 2010

"Meu filho, meu ídolo"

Que saudades do meu filho caçula - o Paulinho - faz tempo que não o vejo,  ele está sempre viajando com a sua banda e como aguardo que  apareça de surpresa. Sempre vem com uma cara nova que já até me acostumei. Suas roupas são sempre originais - desbotadas , rasgadas e cheias de correntes , de anéis e, todos aqui na vizinhança,   ficam nos risos e fofocas o que nem te ligo porque o Paulinho pode ter essa aparencia de maníaco, funk, de má índole , mas não é nada disso, é um garoto maravilhoso, de uma personalidade forte e doa a quem doer está correndo atrás do que quer, do que gosta, que é a música - e eu, como sua mãe, sempre dei a maior força e, estou aqui de longe, sempre torcendo para que consiga o sucesso tão sonhado.
Coloquei num porta retrato a última foto que tiramos juntos. Ele esteve aqui há dois anos atrás e sempre com esse jeito único de ser. Corria para fazer os quitutes  que gostava e sempre tinha que ter aquela cerveja bem geladinha. Deixou o cabelo ficar que nem penacho de índio e ainda por cima louro.
Olhava para ele e dizia:
- Meu filho você está parecendo um Cacique com esse cabelo e depois me conta como consegue deixar ele em pé desse jeito - agora  a tua mãe não gostou nada dessa cor loura - você fica melhor com os seus cabelos castanhos.
Ele ficou me olhando com aquela cara de travesso, sorriu e respondeu:
- Maezinha sempre que venho você tem alguma coisa em mim que não gostas - valeu não podemos agradar em tudo.
Estávamos num banco, na praça em frente ao prédio onde eu morava, e ele me abraçou e beijou tão forte que sinto até hoje seus braços em volta de meus ombros e seus lábios em minha face. 
Rezo todos os dias para que consiga realizar os seus sonhos e sua ascenção como cantor e compositor. Tudo na vida, não importa a profissão,tem seu preço e para mim ele será sempre o meu filho, meu ídolo.
Rene Santos
8a. Edição _ Palavras Mil

Foto retirada do flickr