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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

"Depois da meia noite"


É tão bom gostar de alguém
Sentir o sabor de amar
Viver a vida a sonhar
Com nós dois e mais ninguém.



É tão bom gostar de alguém
Viver lindos momentos
Trocar carinhos e beijos
Sem pensar no que vem.



É tão bom gostar de alguém
Que aquece seu corpo
Que faz parar o tempo
Que te faz tão bem.



É tão bom gostar de alguém
Sem no amanhã pensar
Cansando só de falar
O que parece até bobagem.



É tão bom gostar de alguém
Onde nossos olhos só podem ver
O mundo que acreditamos ser
Só de nós dois e mais ninguém.



É tão bom gostar de alguém
Como se fosse uma cinderela
Para depois da Meia Noite
Voltar a ser ninguém.

Rene Santos´


Edição Poemas - Projeto Bloínquês
Dias de verão e noites de inverno
A cidade as vezes é o inferno
Criei então um universo
Onde tudo era perfeito e feito pra nós dois.

Passamos muito tempo sentados na calçada
Falando sobre tudo e não dizendo nada
Seu sorriso vale mais de mil palavras
Deixa que o futuro fica pra depois.
(Depois da Meia-Noite - Capital Inicial)
Minha participação para Postagem Coletiva

(Imagens retiradas da NET) 

quinta-feira, 29 de julho de 2010

"O Calhambeque" ( texto adaptado)

Vocês sabem qual a sensação quando acabamos de tirar a habilitação e recebemos a nossa Carteira de Motorista? Uma sensação de liberdade misturada com felicidade. Foi assim que me senti e tudo ficou completo quando ganhei do meu companheiro o meu primeiro carrinho. Era uma Brasília um pouquinho gasta, mas era o meu “Calhambeque” que me levou a muitos lugares apesar de tantos quilômetros rodados. Não era uma Brasília amarela como a dos “Mamonas Assassina”, mas era uma princesa na cor marfim. Como passei momentos divertidos dirigindo o meu velho carrinho que dava para o gasto e me sentia até a “Senhora Buscapé” andando no seu Calhambeque antes de viver em Beverly Hills.

Diariamente seguia para o trabalho motorizada dirigindo com cautela e adquirindo mais segurança e confiança no decorrer do tempo.


Os dias transcorriam na mesma rotina até ter que comparecer a reunião de pais no colégio de meu filho. Sai um pouco mais cedo do trabalho e lá fui, num final de tarde, subindo a Serra que me levaria a Escola. Cantarolando a música que tocava no rádio ( não me perguntem qual era) subitamente me deparo com dois carros dando marcha ré em plena curva, levei um susto e fui automaticamente diminuindo a velocidade. Fui logo reclamando, chamando de loucos e etc...


Continuando a minha viagem entro na curva tranquilamente e, de repente, dou de cara com uma cena na minha frente que não sabia se tinha entrado num Drive in onde passava um filme de bandido ou se realmente era verdade o que estava vendo. Sim era verdade estava no meio de um assalto e resumindo a história em poucos segundos estava sendo rendida com um 45 no pé do ouvido.
"Sabe por que sobrevivi na noite em que me fizeram isso?"
Porque a minha reação foi zero, fiquei paralisada e só me lembro de ter olhado pelo retrovisor e avistado uma moça num Monza preto. Depois disso foi um desespero, pois chegou a polícia atirando para todos os lados que parecia estar no meio de uma guerra.Como tive sorte, pois os bandidos correram para se defenderem e eu fiquei agachada junto aos pedais do meu velho carrinho que me protegeu dos tiros e permitiu que eu estivesse aqui contando essa história.

Foram momentos terríveis e confesso que não parava de rezar e só conseguia pensar no meu filhinho que estava lá me esperando.


Rene Santos
Mandei meu Cadillac
Pr'o mecânico outro dia
Pois há muito tempo
Um conserto ele pedia
E como vou viver
Sem um carango prá correr
Meu Cadillac, bi-bi
Quero consertar meu Cadillac
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...


Com muita paciência
O rapaz me ofereceu
Um carro todo velho
Que por lá apareceu
Enquanto o Cadillac
Consertava eu usava
O Calhambeque, bi-bi
Quero buzinar o Calhambeque
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
(O Calhambeque - Roberto Carlos)

Minha participação para a Postagem Coletiva

Adaptação com inclusão da frase para participação da 55a. Edição do projeto OUAT


(Imagen retiradas da NET)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

"Eu não Entendo. "


Eu não entendo esse amor desvairado
Ele me completa quando não o entendo
Procurar entender é querer sofrer
Quando ele diz não mais me querer.

Eu não entendo esse amor indeciso
Que um dia diz que me ama
Enchendo meu coração de esperança
E minha alma cheia de desejo.

Eu não entendo esse amor confuso
Que de repente não gosta mais de mim
Brincando com meu sentimento
Dizendo que não está mais a fim.

Eu não entendo porque foge
Desse amor puro e sincero
De um sentimento tão lindo
Com medo de amar de verdade.

Eu não quero mais entender

Nem nesse amor mais acreditar
Não quero mais deixar de viver
Esperando você voltar.

*Rene Santos*

Por que você não disse que viria?
Logo agora que eu tinha
Me curado das feridas
Que você abriu quando se foi
Por que chegou sem avisar?
Eu queria tempo pra me preparar
Com a roupa limpa, a casa em ordem
E um sorriso falso pra enganar

Eu não entendo a sua volta
Não entendo a sua indecisão
Num dia sou seu grande amor
No outro dia não.
(Eu Não Entendo - Nenhum de Nós)

Essa foi a minha primeira participação na Postagem Coletiva

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